NOTA DE PESAR: PROFESSORA HILDÉZIA ALVES

NOTA DE PESAR: PROFESSORA HILDÉZIA ALVES

No centro da foto, a professora Hildézia, em 2019, na UERJ, quando de participação em evento do Sepe que comemorou 40 anos da greve de 1979, ao lado da professora Lia Faria e do professor Italo Moriconi

A Feteerj e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) informam, com pesar, o falecimento da professora Hildézia Alves de Medeiros, fundadora do Sepe e liderança da categoria na histórica greve da educação estadual pública do Rio de Janeiro em 1979 – uma greve que enfrentou a ditadura militar.

Hildézia faleceu aos 84 anos e foi uma percussora e lutadora nos debates sobre gênero no mundo sindical.

A Feteerj se solidariza com todos os familiares e amigos de Hildézia.

NOTA DE PESAR

NOTA DE PESAR

A Feteerj informa, com pesar, o falecimento de Ermogenio Buriche dos Santos, pai do diretor de Assuntos Educacionais e Culturais da Federação, Agnaldo Cruz Santos, que também é diretor do Sindicato dos Professores de Niterói e Região, nossa entidade filiada.

Ele tinha 94 anos, era aposentado e estava internado.

A Feteerj se solidariza com todos os familiares e amigos do sr. Ermogenio, especialmente com o nosso colega, professor Agnaldo, neste momento de dor e pesar.

APÓS MUITA LUTA E NEGOCIAÇÃO, CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO PARA PROFESSORAS(ES) SÃO RENOVADAS

APÓS MUITA LUTA E NEGOCIAÇÃO, CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO PARA PROFESSORAS(ES) SÃO RENOVADAS

A Feteerj informa aos professores e professoras de todo o Estado que as principais convenções coletivas de trabalho (CCT) foram renovadas e já estão vigendo para o mês de setembro. As convenções estão à disposição para serem consultadas nas redes sociais dos Sindicatos dos Professores (Sinpros) filiados à Feteerj – clique aqui para consultar.

Infelizmente, por causa do endurecimento do patronato nas negociações, as CCTs já há alguns anos vêm demorando a ser renovadas – este ano só foi fechada para a Educação Básica (EB) em agosto, com os representantes patronais endurecendo até mesmo questões de sobrevivência dos educadores, como a concessão de ganho salarial, apesar de a categoria ter sofrido enorme arrocho em seus salários e aumento da carga de trabalho desde a pandemia, em 2020.

Dessa forma, os Sinpros, com base territorial em todas as regiões do Estado, vêm se desdobrando para diminuir os males que afligem a categoria.

64 MIL PROFESSORES TRABALHAM NA EDUCAÇÃO BÁSICA

O Estado do Rio de Janeiro tem cerca de 4,7 mil escolas privadas, com 1 milhão de estudantes matriculados na EB, da creche ao ensino médio, segundo o Censo Escolar. Em torno de 64 mil professores trabalham nessas escolas, com um vínculo empregatício muitas vezes precário – infelizmente, é corriqueiro que as férias de janeiro estabelecidas em lei estadual sejam descumpridas, que o FGTS não seja depositado, apesar de ser descontado, e que demissões em massa ocorram ao final do ano.

Também existe o estresse de lidar com uma pressão diária no atendimento dos estudantes, pais e responsáveis fora do horário, por causa do advento das ferramentas on-line – normalmente, essa hora-extra não é paga.

Além disso, as professoras e professores que trabalham nas escolas privadas da EB recebem um piso salarial, em sua maioria, bem abaixo do piso nacional do magistério das escolas públicas, estabelecido pela lei federal 11.738/2008, atualmente, no valor de R$ 4.580,57.

A situação dos professores(as) da Educação Superior é ainda pior, já que os grandes grupos financeiros que controlam as maiores universidades privadas se recusam a assinar CCTs e mal cumprem os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), como é o caso da Estácio, cujo ACT também demorou a ser renovado. A situação na capital, em que o Sinpro-Rio mantém uma das poucas CCTs da Educação Superior no País, é ainda pior, com os donos das instituições de ensino criando impasses e, até agora, se recusando a renovar a convenção.

Esse descaso com os educadores atinge em cheio a própria qualidade de ensino ofertada. Afinal, como um professor com péssimas condições de trabalho pode exercer seu ofício de modo pleno? É sempre bom lembrar que as instituições privadas são uma concessão do poder público e que elas não estão “livres” para oferecer qualquer tipo de ensino. Antes de tudo, essas instituições têm, por força da lei, que oferecer um ensino de qualidade aos estudantes. E para que isso ocorra, é necessário que as professoras(es) tenham melhores condições salariais e de trabalho.

Assim, a base da educação privada em nosso Estado, que é o seu professorado, vem sendo tratada de maneira desprezível pelas instituições de ensino! O movimento sindical da categoria não aceita essa situação e continuará a defender salários e condições justas para exercer a profissão. Com certeza que a sociedade, como um todo, será vencedora nesta luta por um processo de ensino-aprendizagem de qualidade e com a remuneração justa a todos os trabalhadores(as) da Educação.

Com isso, fazemos um apelo aos professores e professores que trabalham nas instituições privadas de ensino: participem da campanha salarial e associem-se ao Sindicato dos Professores de sua região.

FETEERJ E SINPROS REPUDIAM INVASÃO DA PM À UERJ

FETEERJ E SINPROS REPUDIAM INVASÃO DA PM À UERJ

Momento em que três estudantes e o deputado federal Glauber Braga foram presos pela PM na UERJ e levados à delegacia (reprodução retirada do Instagram do deputado Glauber Braga)

A Feteerj e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) repudiam a ação da Polícia Militar na UERJ, nesta sexta-feira, dia 20, que causou fatos gravíssimos. A PM, em uma operação de guerra com soldados do Choque usando até mesmo o “caveirão e bombas de efeito moral, entrou no Campus Maracanã, de forma violenta, cumprindo determinação da Justiça, a partir de pedido da própria universidade, para retomar a sala da Reitoria, então ocupada por estudantes.

É inadmissível que a universidade tenha permitido a entrada do Choque da PM para retirar os estudantes, que lutavam em defesa das bolsas e auxílios de assistência estudantil; é inadmissível que se tenha buscado auxílio junto à PM do governo do Estado, que segue uma política de segurança truculenta e que não dá chance à negociação.

“Autonomia universitária” não são palavras vazias, mas, infelizmente, a Reitoria, pedindo a reintegração de posse, já sabia que a situação poderia degringolar para a violência: três estudantes e o deputado federal Glauber Braga foram presos; um soldado se feriu gravemente com uma bomba que estourou na sua própria mão, ao ser lançada nos manifestantes. Por sorte algo muito pior não ocorreu.

O uso de força policial dentro da universidade é um fato terrível e exige a reflexão de toda a comunidade escolar. Mas o momento exige que a Reitoria assuma seu erro e volte a negociar.

Com isso, a Feteerj e os Sinpros reivindicam a volta da negociação por parte da UERJ, com a revogação imediata do ato administrativo que acaba com os benefícios aos estudantes; reivindica a retirada da ação na Justiça pela desocupação do prédio e que atinge também os manifestantes; reivindica, por fim, a retirada dos processos em nível administrativo contra os estudantes, por meio de multas pecuniárias, que visam somente amedrontar e reprimir o livre direito à manifestação.

Universidades e escolas são locais de ensino, cultura e reflexão democrática e não locais para a ação truculenta da PM.

Diretoria Colegiada da Feteerj

NOTA DE SOLIDARIEDADE DA FETEERJ E SINPROS AO DEPUTADO GLAUBER BRAGA

NOTA DE SOLIDARIEDADE DA FETEERJ E SINPROS AO DEPUTADO GLAUBER BRAGA

O deputado federal Glauber Braga está sofrendo, injustamente, processo na Câmara dos Deputados, que pode vir a cassá-lo (foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Glauber Braga do Psol do Rio de Janeiro está sendo perseguido, política e administrativamente, na Câmara dos Deputados, em Brasília: na semana passada, a Comissão de Ética da Câmara aprovou a abertura de um processo que poderá vir a cassar o mandato dele.

Glauber, que se encontra no seu quinto mandato de deputado federal, está sendo, injustamente, acusado de quebra de decoro parlamentar por ter empurrado e expulsado da Câmara um militante da extrema direita. Na ocasião, essa pessoa insultou a mãe do parlamentar; além disso, é público e notório que o extremista vem agindo como um “hater” contra o deputado, tendo o provocado antes mesmo do incidente, não só nas redes sociais, como também presencialmente, nos eventos aos quais Glauber comparece em seu Estado.

O deputado nunca contou com o apoio institucional da Mesa da Câmara dos Deputados, que não só fecha os olhos às provocações diárias a Glauber, inclusive dentro do plenário do Congresso, como também está por trás dessa perseguição.

O processo de cassação contra Glauber tem que ser visto como uma perseguição grave contra um parlamentar defensor dos direitos dos trabalhadores, dos direitos sociais e que sempre agiu contra o retrocesso civilizacional que a extrema direita insiste em aplicar no País, agora, via Câmara dos Deputados.

Além disso, o ataque a ele também tem que ser visto pelos seus colegas parlamentares, até mesmo por aqueles que não estão no mesmo campo político dele, como uma brecha para cassar o direito de o parlamentar defender seus pontos de vista, mesmo que sejam contrários ao pensamento por hora hegemônico na direção daquela casa.

A Feteerj e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) repudiam o processo da Comissão de Ética contra Glauber e conclamam a todos os professores e professoras, a toda a sociedade a apoiar o parlamentar nessa luta contra o fascismo.

Glauber não será cassado: Glauber fica!

APÓS MUITA LUTA E NEGOCIAÇÃO, CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO PARA PROFESSORAS(ES) SÃO RENOVADAS

CONVENÇÃO COLETIVA DO TRABALHO PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA DE ARARUAMA, BÚZIOS, SAQUAREMA, MIGUEL PEREIRA E PATY DO ALFERES JÁ ESTÁ VIGORANDO

A Feteerj (Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado RJ) renovou com o SINEPE-RJ (sindicato que representa os donos de estabelecimentos de ensino) as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) referentes a 2024/2025 e que se aplicam a todos os professores e professoras que trabalham nos estabelecimentos particulares de ensino de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, nos municípios de Miguel Pereira, Paty do Alferes, Araruama, Armação dos Búzios e Saquarema (área estendida da Feteerj). Com isso, a CCT já está vigorando.

Veja o que a categoria tem direito:

– 4% de reajuste salarial a partir de 01 de maio de 2024 – efetivado no salário de setembro de 2024;

– Abono de 16%, sem natureza salarial, a ser pago no mês competência de setembro de 2024, relativo aos meses de maio, junho, julho e agosto;

– Abono de 1,6%, sem natureza salarial, no mês competência de outubro de 2024, incidindo sobre o salário de abril de 2024.

Além das cláusulas econômicas, todas as demais cláusulas foram mantidas na CCT.

A Feteerj alerta a categoria sobre o pagamento do que é devido: caso sua escola não cumpra com as cláusulas salariais da CCT, denuncie à federação, para que possamos cobrar do Sinepe-RJ (sindicato patronal) uma posição. Telefones de contato: (21) 3262-3436; ou pelos emails: [email protected] ou [email protected].

Acesse aqui a CCT dos professores de Araruama, Armação de Búzios e Saquarema.

Acesse a CCT dos professores de Miguel Pereira e Paty do Alferes.

ALERJ DISCUTE PROJETO QUE MONITORA PROFESSORES COM CÂMERAS CORPORAIS E ESCUTAS NAS SALAS DE AULA

ALERJ DISCUTE PROJETO QUE MONITORA PROFESSORES COM CÂMERAS CORPORAIS E ESCUTAS NAS SALAS DE AULA

Big Brother: ALERJ quer monitorar professores das escolas e universidades estaduais com câmaras corporais e escutas (foto: Canva)

Tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) o Projeto de Lei 3750/2024 que propõe a instalação de câmeras e dispositivos de áudio nas escolas e universidades públicas estaduais. O projeto também propõe o uso pelos professores(as) de câmeras corporais semelhantes ao modelo que já é utilizado por policiais militares.

A proposta, um verdadeiro “big brother”, viola o direito de cátedra dos professores, sua privacidade e a dos alunos e, portanto, é inconstitucional. A FETEERJ e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) que atuam nos estabelecimentos privados de ensino repudiam essa iniciativa da ALERJ e pedem o arquivamento do PL.

O PL é mais uma tentativa por parte de políticos da extrema direita fluminense de controlar o trabalho dos professores e professoras, além de buscar retomar os princípios do projeto altamente antidemocrático “Escola sem Partido”, que vem sendo barrado em nível nacional pelo Supremo.

Com a instalação das câmeras, a Secretaria de Estado de Educação RJ (SEEDUC) também vai poder ampliar o espectro repressivo que já vem adotando nas escolas com mais sindicâncias políticas e perseguição contra educadores.

De acordo com o texto, os dispositivos seriam integrados ao sistema de comunicação central da SEEDUC e todas as gravações arquivadas por um período mínimo de 60 dias, podendo ser prorrogado. Os recursos para a implantação do projeto seriam oriundos do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública.

Em um momento em que a educação pública estadual passa por uma grave crise, com falta de profissionais nas escolas, baixíssimos salários e péssima nota no IDEB 2023 (o Estado do Rio de Janeiro teve o penúltimo desempenho, entre todos os entes da federação), seria muito mais importante que os parlamentares e o governo estadual garantissem mais verbas para o setor, visando melhorar o desempenho dos alunos.

* Informações do site de O Globo e do Sepe

FGV-Ibre: 70% DOS TRABALHADORES INFORMAIS QUEREM CARTEIRA ASSINADA

FGV-Ibre: 70% DOS TRABALHADORES INFORMAIS QUEREM CARTEIRA ASSINADA

Sete a cada 10 brasileiros querem assinar carteira de trabalho, segundo a FGV-Ibre (foto: Canva)

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) mostra que sete em cada dez trabalhadores informais no Brasil gostariam de ter carteira assinada. Aprovada em julho de 2017, a reforma trabalhista alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em mais de cem pontos e prometeu criar 6 milhões de empregos, o que não ocorreu.

O desemprego continuou alto — a taxa de desocupação era de 12,9% em julho de 2017, quando a reforma foi aprovada. A taxa se manteve no mesmo patamar nos anos seguintes e atingiu pico de 14,9% em março de 2021.

Segundo a pesquisa da FGV, sete anos após a reforma, 67,7% dos autônomos sonham em trabalhar com carteira assinada.

Pelos critérios da pesquisa, o Brasil tem 25,4 milhões de autônomos, enquanto a população total ocupada era de 100,2 milhões em março de 2024.

O sonho da CLT é maior entre os mais pobres. A pesquisa mostra que 75,6% dos autônomos com renda de até um salário mínimo (R$ 1.412) gostaria de ter um trabalho com carteira assinada. Já entre aqueles com renda entre um e três mínimos, o nível chega 70,8%. Foram consultadas 5.321 pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Segundo a pesquisa da FGV, os autônomos têm baixos salários — cerca de 44% recebem até um salário mínimo. A maioria é homem e negro.

Ainda segundo a FGV, 38% dos informais têm entre 45 e 65 anos, 66% são homens e 54,5% se declaram pretos e pardos.

A pesquisa aponta que a renda, por sua vez, tem forte variação. O salário de 19,8% pode oscilar mais de 20% de um mês para o outro. Já entre os trabalhadores com CLT, oscilação ocorre para apenas 4,7%.

Do ICL Notícias e da reportagem de Wanderley Preite Sobrinho (UOL).

REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO RJ TEVE RESULTADO DESASTROSO NO IDEB 2023 E VOLTOU À PENÚLTIMA POSIÇÃO DO PAÍS

REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO RJ TEVE RESULTADO DESASTROSO NO IDEB 2023 E VOLTOU À PENÚLTIMA POSIÇÃO DO PAÍS

A rede estadual de educação do Rio de Janeiro teve péssimo resultado no IDEB 2023 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e ficou com a penúltima nota entre as 27 redes estaduais de todo o País (foto: Canva)

O Ministério da Educação (MEC) divulgou dia 14 de agosto o IDEB 2023 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é calculado a cada dois anos a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB).

A rede estadual de educação do Rio de Janeiro teve péssimo resultado e ficou com a penúltima nota entre as 27 redes estaduais de todo o País: 3,3 – mesma colocação que ocupou em 2011, ficando à frente apenas do Rio Grande do Norte, um estado muito mais pobre, com cerca de 10% do PIB fluminense.

O Rio foi o Estado com o maior recuo do índice quando comparado aos resultados de 2021, tendo retrocedido de 3,9 a 3,3. Comparado aos outros estados da Região Sudeste, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo tiveram IDEBs igual ou superior a 4 pontos em 2023.

O índice também demonstrou que as condições precárias da educação estadual fluminense levam a sucessivos casos de reprovação e abandono: o percentual de estudantes em distorção idade-série para o Ensino Médio no estado do Rio ultrapassa os 30%, enquanto nos estados vizinhos chega, no máximo, a 21%.

A questão do “esforço docente” também chama a atenção: cerca de 25% dos docentes fluminenses estão nos níveis mais elevados de esforço para o exercício da profissão. Enquanto nos estados vizinhos este percentual fica abaixo dos 20%. Os baixos salários recebidos pelos docentes (governo do Estado paga o pior piso salarial do Brasil) os condicionam ao aumento de suas cargas horárias, impactando diretamente na qualidade de suas aulas, consequentemente, resultando em baixa aprendizagem dos estudantes.

O péssimo resultado do IDEB fluminense exige do governo estadual medidas urgentes, tais como o pagamento do piso nacional do magistério; estrutura melhor para os profissionais; convocação de concursos públicos urgentes para sanar a enorme carência de professores na rede e a democratização da gestão da SEEDUC, com o fim da perseguição política aos profissionais.

Leia mais sobre o IDEB 2023 no site da Contee.

STF JULGA SE HORÁRIO DO RECREIO FAZ PARTE DA JORNADA DE TRABALHO DOS PROFESSORES

STF JULGA SE HORÁRIO DO RECREIO FAZ PARTE DA JORNADA DE TRABALHO DOS PROFESSORES

Supremo Tribunal Federal está julgando o direito dos professores de a hora do recreio fazer parte da jornada de trabalho (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) está votando uma pauta importante para os professores das instituições privadas de ensino: se o horário do recreio faz parte da jornada de trabalho. Até agora, três ministros votaram a favor de que a hora do recreio deve contar como jornada trabalhada: Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, contra o voto do relator, Gilmar Mendes – assim, o placar está 3 x 1 e faltam sete ministros para votar. No entanto, ministro Dias Toffoli pediu vistas nessa quarta-feira (14) e o julgamento foi interrompido.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) já havia julgado que o tempo do recreio faz parte da jornada de trabalho e deve ser computado como tempo efetivo de serviço, pois se trata, segundo o TST, de curto período de tempo entre aulas que não permite que o trabalhador exerça outra atividade.

Em seu voto, o ministro Flávio Dino afirmou que o tempo de recreio escolar e os intervalos de aula fazem parte integrante da jornada de trabalho dos professores e esse entendimento é fundamental para assegurar que os professores sejam devidamente remunerados por todo o período em que estão à disposição do empregador, mesmo que não estejam realizando atividades laborais no sentido estrito.

O ministro refutou a argumentação de que o recreio escolar deveria ser tratado como intervalo intrajornada, defendendo que o recreio é parte do tempo à disposição dos professores, e não uma pausa livre que descaracterizaria esse tempo como de trabalho. Com isso, os ministros Zanin e Moraes seguiram o voto de Dino.

A Feteerj está acompanhando o julgamento, em conjunto com a Contee, confederação nacional à qual a Federação é filiada, em defesa dos direitos da categoria.

Informações retiradas do site Migalhas – clique aqui para ler.