GREVE DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENTREVISTA COM ELSON PAIVA, DO SINPRO-RIO

set 5, 2026

Ato no Largo do Machado reuniu mais de mil professores(as) da Educação Básica do município do Rio de Janeiro (foto: Sinpro-Rio)

O Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), entidade filiada à FETEERJ, convocou os(as) docentes que trabalham na Educação Básica das escolas particulares para uma greve de advertência de 24 horas realizada nesta quarta-feira (02/09).

A greve teve ampla repercussão entre a categoria, com diversos colégios paralisados em todas as regiões da cidade. Pela manhã, o Sinpro realizou uma manifestação massiva no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, seguida de uma passeata que percorreu o Bairro de Laranjeiras.

Devido à intransigência do sindicato patronal nas negociações, o Sinpro-Rio pediu a intermediação da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Na reunião de negociação realizada no dia 28 de agosto, o sindicato patronal apresentou uma proposta de reajuste de apenas 3,77% de reajuste, com retroatividade a abril, além da possibilidade de discutir um acréscimo de 0,23% em fevereiro. O Sinpro-Rio apresentou uma contraproposta de 5,5%, com a inclusão de 3% de hora-atividade para remunerar o trabalho realizado fora da sala de aula, além de avanços nas demais reivindicações da categoria. A reunião terminou sem acordo.

ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DO SINPRO-RIO

A FETEERJ entrevistou o presidente do Sinpro-Rio, professor Elson Paiva, sobre a mobilização. Ele disse que “os professores fizeram a greve de advertência, tendo em vista a total intransigência do patronato em negociar o reajuste salarial e pautas relativas às condições de trabalho dos professores”.

Presidente do Sinpro-Rio, professor Elson Paiva, discursa no ato do Largo do Machado, na greve da educação Básica das escolas particulares do município do Rio de Janeiro (foto: Sinpro-Rio)

Ele detalhou a pauta de reivindicações: “Entre as nossas propostas, está uma remuneração que chamamos de hora-atividade, que é uma situação correlata ao 1/3 de planejamento dos professores da rede pública, garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Queremos também uma gratificação por formação acadêmica, como também é orientado pela LDB”.

Ele também falou sobre a reivindicação da equiparação dos salários dos professores da Educação Infantil, das creches e Fundamental I aos dos docentes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. No entendimento de Paiva, “essa é uma pauta importantíssima para a categoria”.

O presidente do Sinpro-Rio afirma que a greve do dia 02/09 foi vitoriosa: “Colocamos mais de mil professores nas ruas e realizamos uma grande passeata no Largo do Machado, além de uma passeata pela Rua das Laranjeiras, próximo ao Palácio do Governo do Estado. Demonstramos para toda a sociedade a insatisfação e a situação pela qual passa a categoria dos professores das escolas privadas do Rio de Janeiro”.

No entendimento de Elson, a greve teve a adesão de professores de grandes e pequenas escolas: “É uma categoria heterogênea, mas, em sua maioria, composta por mulheres, que se fez presente no ato”.

Ao final da entrevista, o presidente do Sinpro-Rio disse que a mobilização teve como objetivo chamar a atenção da sociedade e pressionar pelo avanço das negociações: “Agora, estamos partindo para ver se o patronato se move, sai da inércia nas negociações e deixa a intransigência de lado”.

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