FETEERJ E SINPROS DENUNCIAM MENTIRA NA INTERNET SOBRE FIM DA ESCALA 6X1 E MENSALIDADES ESCOLARES

ago 31, 2026

Há alguns dias que as redes sociais estão repletas da mentira de que o fim da escala 6×1 vai aumentar o valor das mensalidades escolares. Para a FETEERJ e os Sindicato dos Professores (Sinpros), essa é uma tática para tentar criar medo na sociedade e atacar o projeto que busca garantir melhores condições de trabalho.

A FETEERJ e os Sinpros contestam a afirmação de que o fim da escala 6×1 poderá provocar aumento de até 23% nas mensalidades escolares, como está na Internet.

A justificativa não procede. Professor não trabalha aos sábados como regra e, quando há trabalho nesse dia, isso ocorre por decisão da própria instituição de ensino. Portanto, não é razoável atribuir aos trabalhadores da educação a responsabilidade por eventuais aumentos nas mensalidades.

Todos os anos, as mensalidades escolares são reajustadas, muitas vezes, em torno de 10%, enquanto os salários dos(as) professores(as) não acompanham esse crescimento e, historicamente, os reajustes salariais ficam em torno de 5% ou menos. É, portanto, injustificável utilizar a mudança na jornada de trabalho como argumento para tentar justificar novos aumentos nas mensalidades.

Lembrando que a planilha de custos das escolas particulares não possui transparência alguma e que as negociações em todos o Brasil, com o patronato, têm sido difíceis porque os patrões relutam em valorizar o professor e a professora.

Assim, se as instituições de ensino pretendem aumentar seus preços, que o façam por outros motivos, mas nunca colocando essa conta nas costas dos professores, que são os que ficam com a menor parcela dos recursos gerados pelo setor.

Não aceitaremos que os trabalhadores sejam transformados em responsáveis por decisões econômicas e administrativas das instituições de ensino. Chega de transferir para os(as) docentes os custos de um sistema que já reajusta as mensalidades muito acima da valorização dos salários de seus (suas) professores(as).

Por fim, a Feteerj e os Sinpros apoiam o fim da escala 6×1, considerando a medida um avanço nas condições de trabalho e também uma possibilidade de geração de novos empregos, inclusive na educação privada.

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