A decisão monocrática do ministro do STF, André Mendonça, determinada nesta terça-feira (08/09), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal é uma intromissão sem precedentes do Judiciário junto ao Executivo, a menos de 30 dias da eleição de 1º turno.
Ao invés de discutir com os seus pares uma saída, o ministro em questão leva a instituição, que tem sido fundamental contra os golpistas da extrema direita, para uma guerra interna e a consequente abertura de uma crise institucional.
A quem interessa essa crise, que poderá atrapalhar a investigação dos crimes envolvendo o próprio Master (ou até mesmo invalida-la)?
Além disso, o Brasil vem sendo vítima de um ataque externo por parte dos Estados Unidos e uma tal situação de crise profunda interessa a quem, neste momento?
Lembrando que a massa de recursos do Master era proveniente dos fundos de previdência dos servidores estaduais, incluindo o Rioprevidência do Estado do Rio de Janeiro, que perdeu mais de R$ 1 bilhão, na gestão do ex-governador Claudio Castro (do PL); lembrando, também, o envolvimento do candidato de extrema-direita no caso, junto ao financiamento do filme “Dark Horse” pelo banco.
A suposta relação de ministros do Supremo com aquele banco, como o próprio Mendonça e o ministro Moraes, tem que ser investigada também, mas à luz do estado democrático de direito, e não nesse vale tudo, com vazamentos seletivos e decisões monocráticas.
A FETEERJ e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) filiados, com isso, reivindica que o plenário do Supremo discuta a situação e dê um freio de arrumação nesta situação, extremamente arriscada para a nossa democracia.
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