A Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (FETEERJ) e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) apoiam a greve dos servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Os professores e professoras da UERJ estão em greve desde o dia 25 de março; já os(as) técnicos(as)-administrativos(as) iniciaram a greve no dia 09 de abril, unificando o movimento.
A pauta dos servidores da UERJ é justa e muito similar à dos demais setores do funcionalismo estadual: recomposição salarial com base nas perdas inflacionárias recentes; pagamento integral das parcelas previstas na Lei 9.436/21 (lei que determina a recomposição salarial das perdas entre 2017 e 2021, em acordo feito pelo governo com a ALERJ em 2022 e descumprido pelo então governador Cláudio Castro); retomada dos triênios; correção de distorções nos benefícios e ampliação do orçamento da universidade, conforme previsto na Constituição estadual; e melhoria das condições de trabalho.
A deflagração da greve também confirma o esgotamento das tentativas de negociação com o anterior governo Castro, diante de um quadro de perdas salariais acumuladas, descumprimento de legislações aprovadas e recusa ao diálogo institucional com as instituições representativas sindicais dos servidores, ASDUERJ e Sintuperj.
Desde a adesão do então governo Pezão ao Regime de Recuperação Fiscal, em 2017, são mais de 16 anos de perdas salariais acumuladas, agravadas por medidas como a extinção dos triênios para novos(as) servidores(as) e o não cumprimento da Lei 9.436/21 – uma política de arrocho que compromete a valorização do trabalho docente e fragiliza a própria universidade pública.
A UERJ está entre as dez melhores universidades brasileiras e entre as melhores da América Latina, com uma produção acadêmica e social de excelência. A luta dos servidores da UERJ não é apenas corporativa, mas de interesse direto de todos os cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, especialmente dos educadores, já que aquela universidade é a base de formação de boa parte da categoria dos professores.
Que o governador em exercício receba a delegação dos servidores da UERJ e também dos demais setores do funcionalismo fluminense e aceite negociar um plano urgente de recomposição salarial e melhoria das condições de trabalho.
Todo apoio à greve da UERJ e da mobilização dos demais setores do funcionalismo estadual.
Direção Colegiada da FETEERJ
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