NOTA DE APOIO AO SINPRO MINAS

abr 7, 2026

Arte no site do Sinpro Minas

A FETEERJ se solidariza com a direção do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), vítima de desrespeito flagrante por parte da patronal (SINEPE-MG) contra as pautas reivindicatórias da categoria dos(as) professores(as), além de preconceito de gênero por parte específica de um diretor do SINEPE-MG – o coordenador da comissão de negociação! – contra uma diretora do Sinpro, na última rodada de negociação.

Em sua nota de esclarecimento sobre as negociações, o Sinpro Minas afirma: “É importante destacar que não há pauta levada pelo Sinpro que seja tratada com seriedade pelos donos de escola. As falas são em geral desrespeitosas e em tom de deboche. Desta vez, de forma espantosa, a postura foi de violência. É lamentável que, em meio a discussões sobre o combate à violência contra a mulher – e a aprovação da lei que criminaliza a misoginia – o coordenador da comissão de negociação dos donos de escola se preste a esse tipo de comportamento”.
E o Sinpro Minas denuncia que as negociações não têm avançado desde o momento em que o sindicato iniciou a discussão sobre a liberdade de cátedra, quando ocorreu a intervenção misógina por parte de um diretor do SINEPE-MG.

No nosso entendimento, se, mesmo em um contexto dito normal, a atitude de tal diretor já seria extremamente criticada, imagine em um contexto em que o Sinpro representa uma categoria formada majoritariamente por mulheres.

A FETEERJ apoia a nota de repúdio do Sinpro MG, se solidariza com a professora vítima desse ataque preconceituoso e reivindica uma imediata retratação do SINEPE-MG, com a consequente reabertura das negociações em condições normais e respeitosas.

A seguir, copiamos a nota do Sinpro Minas:

“O Sinpro Minas repudia de forma veemente a postura do patronal na última rodada de negociação da Campanha Reivindicatória 2026, realizada na terça-feira, dia 31 de março. Mais uma vez o Sinepe desrespeitou a categoria – em especial, as mulheres.

“Após a crítica feita pelo Sinpro à declaração de um dos representantes dos donos de escola sobre a liberdade de cátedra, as negociações não têm avançado. Desde então, o patronal tem se recusado a debater a pauta reivindicatória.

“Ao questionar tal manobra dos donos de escola, uma das diretoras do Sinpro foi agredida verbalmente pelo coordenador da comissão de negociação do patronal. Ele respondeu aos gritos, de forma descontrolada, que se negava a conversar sobre o assunto com ela, e que isso seria tratado com um diretor homem. Também se levantou, gesticulando de forma agressiva e com dedo em riste em direção à dirigente. Por fim, deu de costas, reafirmando que não falaria com ela.

“Vale destacar que a mesma pergunta já havia sido feita por um diretor – homem – que, apesar de também não ter sido respondido, não teve como reação tamanha agressividade.

“É importante destacar que não há pauta levada pelo Sinpro que seja tratada com seriedade pelos donos de escola. As falas são em geral desrespeitosas e em tom de deboche. Desta vez, de forma espantosa, a postura foi de violência. É lamentável que, em meio a discussões sobre o combate à violência contra a mulher – e a aprovação da lei que criminaliza a misoginia – o coordenador da comissão de negociação dos donos de escola se preste a esse tipo de comportamento.

“Não nos calaremos. O Sinpro Minas seguirá cumprindo seu papel de representar a categoria docente. Não vamos nos submeter a chantagens, pressão, intimidação ou exigências descabidas dos donos de escola. Reiteramos a autonomia e independência do Sindicato e afirmamos: na mesa de negociação, personificamos cada um dos professores e professoras de Minas Gerais.

“Nossa solidariedade à diretora vítima de violência e nosso repúdio à postura do patronal.

“Nossos direitos ninguém apaga!”

Leia a nota no site do Sinpro Minas.

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