FUNCIONÁRIOS DO MEC AFIRMAM QUE RESULTADO DO ENEM NÃO É 100% CONFIÁVEL

Reportagem da Folha de São Paulo informa que técnicos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão ligado ao próprio MEC, ouvidos de forma anônima, afirmaram àquele jornal que é impossível confiar nas correções das provas e nas notas atribuídas aos candidatos do Enem.

Para esses especialistas, a correção feita no atropelo dos milhares de erros até agora encontrados comprometeu o resultado total do exame nacional. Além disso, depois que o STJ cassou a decisão da justiça federal e permitiu o acesso ao Sisu (resultado das notas), ocorreu enorme dificuldade para acessar o sistema.

A prova do ENEM, desde 2004, passou a ser utilizada como ferramenta para ingresso em instituições do ensino superior. Em 2010, com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), foi reconhecido como o maior e mais completo exame educacional do Brasil.

O governo recebeu 172 mil reclamações de notas. Participaram do Enem 2019 cerca de 3,9 milhões de estudantes.

É uma vergonha isso que está ocorrendo: o mais importante programa de acesso à educação do País está sendo destruído por esse governo incompetente e autoritário.

E nada acontece. O ministro da Educação continua lá, fazendo piadinhas com a oposição nas redes sociais – quando esse presidente irá, de fato, governar o País para todos os brasileiros?

Veja o que diz o jornal:

“Uma decisão do Inep de pular uma etapa no recálculo do Enem para apressar a resposta aos erros em notas no exame de 2019 abre dúvidas sobre os resultados da prova, afirmam funcionários do instituto e do MEC.”

“O Inep reavaliou o desempenho dos participantes no exame após os erros virem à tona. Mas, uma vez que obteve os novos índices de acertos, não recalculou os parâmetros para atribuir peso às diferentes perguntas do teste.”

“Como esse cálculo exigiria mais tempo para ser concluído, o governo Bolsonaro abriu mão dele para dar uma resposta rápida aos erros e manter o cronograma do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).”

“Sem esse procedimento, uma espécie de recalibragem do exame, não é possível ter 100% de confiança nos resultados publicados, afirmam funcionários que falaram sob condição de anonimato.”

“Na avaliação de técnicos da pasta, o recálculo dos parâmetros poderia reduzir o erro padrão do exame e indicar variações nas notas — que provavelmente seriam pequenas, mas suficientes para alterar, por exemplo, a lista de aprovados em cursos concorridos.”

Leia a matéria da Folha.