EM DERROTA PARA BOLSONARO, SENADO VOTA CONTRA REFORMA TRABALHISTA

Por 47 a 27, o Senado Federal derrotou o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e rejeitou integralmente a reforma Trabalhista que a Câmara dos Deputados contrabandeou no texto da Medida Provisória (MP) nº 1.045, em conluio com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A MP, se aprovada, retiraria direitos dos trabalhadores, como o FGTS, 13º salário, Férias e afastaria o jovem trabalhador da escola.

Parabéns aos trabalhadores, especialmente as professoras e professores, que pressionaram durante a semana os senadores a rejeitarem a MP, que foi arquivada e não volta mais.

Importante registrar que, pelo Rio de Janeiro, os senadores Carlos Porfírio e Romário votaram contra a MP 1045; Flavio Bolsonaro votou Sim. Ano que vem haverá eleições gerais e uma vaga do senado terá que ser preenchida. Os trabalhadores têm que votar em quem os defende, de fato, e não só no discurso.

ENTENDA COMO FOI A VOTAÇÃO

Com a desculpa de que as medidas gerariam empregos para os jovens, os deputados aprovaram uma reforma Trabalhista que criava novos regimes de contratação sem direitos a férias, 13º salário, carteira assinada, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos.

São jabutis, reagiram os senadores contrários à reforma se referindo aos itens que os deputados colocaram no texto da MP, que tinha como objetivo apenas a recriação do programa de redução de jornadas e salários e suspensão de contratos. Os senadores rejeitaram até a recriação deste programa.

Para os senadores, inclusive de partidos da base do governo, as medidas que Sérgio Nobre chamou de volta à escravidão, fragilizavam as relações trabalhistas.

O parecer do relator, senador Confúcio Moura (MDB-RO), foi favorável a aprovação da MP, mas para vencer as resistências entre os parlamentares disse que excluiu todos os dispositivos inseridos pela Câmara e que alteravam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O relator, porém, acatou a criação dos novos programas de emprego e defendeu as medidas como iniciativa para ampliar a empregabilidade de jovens. Os senadores rejeitaram esses três novos programas.

Neste link, o voto de cada partido e senador (quem votou “Não” votou contra a MP 1045).

*Texto retirado de matéria do site da CUT Nacional.