14 DE JUNHO: GREVE GERAL CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A greve nacional da educação que ocorreu na quarta-feira, 15 de maio, contra a reforma da previdência e contra os cortes do orçamento das escolas, universidades e institutos públicos federais foi um enorme sucesso, levando às ruas e praças em todo o País centenas de milhares de pessoas que participaram de gigantescas manifestações – leia aqui onde teve atos em todo o Brasil.

O dia 15 foi um protesto que uniu todas as classes e categorias de trabalhadores, em um “esquenta” para a greve geral que ocorrerá dia 14 de junho, convocada pelas Centrais Sindicais, que terá como foco central o combate à aprovação pelo Congresso da reforma da previdência – clique aqui para entender o que é a proposta de Bolsonaro.

Na capital, os cariocas fizeram, junto com São Paulo, o maior ato contra o governo Bolsonaro e suas mazelas, com a realização de uma enorme passeata, com a presença estimada de 250 mil pessoas (mais de quatro Maracanãs lotados), que saíram da Candelária e foram até a Central do Brasil (fotos acima de Américo Vermelho/Sinpro-Rio).

No dia 15 de maio, em todo o estado do Rio de Janeiro foram realizados atos massivos nas grandes cidades; manifestações que tiveram a presença dos professores e professoras que atuam nas instituições privadas de ensino, convocadas pelos Sindicatos dos Professores.

Na capital, o Sinpro-Rio convocou a greve do setor privado e dezenas de escolas e universidades paralisaram e participaram da passeata – na foto a seguir, a manifestação do sindicato na Praça Antero Quental, no Leblon (foto: Américo Vermelho/Sinpro-Rio).

 

Em Petrópolis, o Sinpro local marcou presença na grande manifestação que ocorreu no Centro da cidade, onde compareceram mais de 2 mil pessoas – na foto abaixo, o diretor do sindicato, Frederico Fadini, na manifestação.

 

O mesmo ocorreu em Campos e Itaperuna (Norte do estado), com a atuação do Sinpro Campos/São João da Barra e Sinpro Norte e Noroeste Fluminense – na foto a seguir, manifestação de estudantes no Centro de Itaperuna.

 

Em sua região, o Sinpro Macaé também se fez presente: professores da rede pública e privada realizaram uma aula pública sobre a reforma da previdência, na Praça Veríssimo de Mello – foto a seguir.

 

Quem participou das manifestações viu não só os trabalhadores da educação, mas também a presença de amplos setores da população, totalmente desiludidos com o rumo que o Brasil vem tomando.

O protesto não foi só contra a reforma da previdência, mas também contra esse desgoverno, que pode ser analisado pelo números chocantes da economia e dos dados sociais:

  • Oficialmente, existem mais de 13 milhões de desempregados e quase 30 milhões de subempregados;
  • O PIB 2019, que estava previsto para crescer em torno de 1,5%, agora foi rebaixado para 0,5% – ou seja: a economia do País está estagnada e corre sério risco de entrar em recessão ainda este ano, o que vai configurar um desastre total.

E qual a “solução” que o governo apresenta para sair dessa crise social e econômica dantesca? Vejam aqui o que o homem forte do governo, o ministro Paulo Guedes, o “posto Ipiranga” de Bolsonaro, está fazendo:

  • Cortes nos programas sociais; cortes nos orçamentos públicos;
  • Cortes nos orçamentos da estrutura do estado;
  • Dificulta ao máximo o crédito bancário;
  • Zera qualquer gasto com infraestrutura (que emprega milhões de pessoas);
  • Vende estatais, notadamente o pré sal e a Petrobras;
  • E a pérola da coroa, exigida pelo dito mercado: fazer uma reforma da previdência draconiana, que acabe com todo o sistema social criado em 1988, na Constituição, entregando para os bancos privados todo o sistema previdenciário.

Ou seja, a proposta do governo para sair da crise é acabar com o emprego, com o sistema previdenciário, com as estatais etc… A proposta dele é o que os economistas estão chamando de “corte do corte”…

Sobre esse triste quadro, leia a matéria: “Na era do desalento, falta trabalho para mais de 28 milhões de brasileiros”

Mas não podemos simplesmente cruzar os braços e deixar o “barco” afundar. Temos que manter a pressão contra o governo e em cima do Congresso para barrar a reforma da previdência e impedir os cortes orçamentários na Educação. Temos que impedir as privatizações e exigir o cumprimento da constituição, que garante educação e saúde públicas. Temos que cobrar políticas públicas de combate ao desemprego para que a roda da economia volte a girar.

Lembramos, também, que os professores que trabalham nas escolas particulares estão em plena campanha salarial para manter as conquistas contidas em nossas Convenções de Trabalho, além de garantir um reajuste digno de salário – leia aqui como está a campanha salarial unificada.

Por tudo isso, os professores devem participarem das manifestações que ocorrerão até o dia greve geral nacional de todos os trabalhadores, convocada pelas centrais sindicais para o dia 14 de junho.